Mdia e Marketing


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LDERES

Flvio, Nayara e Fagner


Marketing na Igreja 

Ser o marketing prejudicial ao sagrado ministrio ou uma ferramenta til? Como a misso da Igreja est ligada (e depende) da comunicao? O que podemos fazer para a Igreja crescer?

Com medo de aplicar conhecimento secular no ministrio cristo, muitos acabam ignorando o que diz a prpria Bblia (xodo 18, I Corntios 14:40, Hebreus 13:16, Joo 17:21)

Para muita gente desinformada, mesmo no meio empresarial, falar em marketing pode significar "tcnica para enganar os clientes" ou "forma para mascarar algo". Quando se trata da Igreja Crist causa arrepios e impresses como "vender aquilo que de graa", "tornar a f uma mercadoria", "trazer conceitos comerciais de lucro para lugares santos" etc. Tais interpretaes se originam na falta de conhecimento do que realmente marketing (esta cincia administrativa e social secular) e nos exemplos ruins de sua aplicao. Vo dizer que essa tal de marketing heresia, que coisa do "cpi", do "chifrudo". Tm medo do que no conhecem.

"Marketing uma funo organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criao, a comunicao e a entrega de valor para os clientes, bem como a administrao do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organizao e seu pblico interessado". (segundo a AMA - American Marketing Association - Nova definio de 2005, citada na Wikipdia).

George Barna, um autor mais especfico (publicou o livro "Marketing a servio da Igreja" pela Abba Press), conceitua marketing como "atividade da administrao secular ou ministrio sacerdotal, que cause impacto sobre o pblico-alvo, com a inteno de servir e atender as necessidades espirituais, fsicas, emocionais e sociais desse pblico, atingindo assim os objetivos deste ministrio".

Eu resumiria marketing como "gesto do relacionamento". Para ser mais acadmico, diria "marketing a gesto do relacionamento de uma organizao com seu pblico-alvo, visando a troca e concretizao dos objetivos mtuos e tambm com os pblicos e outras organizaes que, de alguma forma, impactam na atividade desta organizao".

Note que os conceitos se aplicam tanto Igreja como s empresas. Na raiz, a palavra marketing significa "aes no mercado", prtica que comeou a ser estudada aps a II Guerra Mundial (embora suas razes sejam to antigas quanto o prprio comrcio e sua demanda tenha iniciado na Revoluo Industrial). Contudo, este conceito (puramente empresarial ou comercial) tem sido adaptado para outros usos, como marketing poltico, governamental, pessoal e at eclesistico, isto , relacionado Igreja.

Problemas de marketing so percebidos numa igreja local que no vai bem. Por exemplo, se a membresia no sabe o que ocorrer na prxima semana, temos a um problema de comunicao e preciso implantar ferramentas de comunicao interna. Se a igreja tem constantes aborrecimentos com a vizinhana, temos um problema de relacionamento e preciso executar aes que gerem uma convivncia pacfica e at uma futura oportunidade para evangelizar.

Muita gente confunde marketing, comunicao e propaganda. Na verdade, propaganda uma forma de se comunicar e comunicao apenas uma das funes do marketing, que vai alm disto. Resumidamente, o marketing composto pela definio de produto a ser oferecido (ou servio), de preo (ou valor), de sua comunicao e sua distribuio (ou praa).

Um exemplo de uso do marketing o Cadastro de Membros de uma congregao. Alm da base (pblico-alvo) para qualquer comunicao dirigida (do carto de aniversrio ao boletim informativo) tambm uma fonte de pesquisa. Por um bom cadastro fcil saber quantas pessoas so potenciais participantes dos novos grupos de empresrios, terceira idade ou casais que estejam se pretenda criar.

Comunicao e a Misso da Igreja

Se marketing gesto do relacionamento, ento impossvel fazer marketing sem comunicao, afinal, voc no consegue se relacionar com ningum (seja pessoa ou instituio) se no se comunicar.

Comunicao o ato de tornar uma informao comum, ou seja, transmitir a informao para que ela possa ser compreendida assim como foi gerada.

Independente das organizaes humanas (as denominaes), a misso da Igreja "pregar o Evangelho em todo o mundo, a toda criatura" (Marcos 16:15). Pregar o mesmo que proclamar ou divulgar. Evangelho uma notcia (a "Boa Nova", que Cristo, divino que se tornou homem, morreu e ressuscitou para, atravs da graa, nos garantir a vida eterna). Logo, a misso da Igreja , essencialmente, comunicar.

E claro, se ningum comunicar, tambm ningum ir crer (Romanos 10:14). 

Sabemos que no adianta informar o Evangelho s pessoas, preciso detalhar, consolidar (ensinar) e enviar. E para tudo isto existe o ensino e a prtica (Mateus 28:19-20). E sendo o ensino a transmisso do conhecimento, tambm uma forma de comunicao.

Paulo disse para fazer tudo com decncia e ordem (I aos Corntios 14:40, tratando do agir do Esprito, mas que se aplica liturgia de forma geral). E como teremos ordem (organizao) se o relacionamento na Igreja (com seus membros, entre seus membros e com as "almas" que se pretende atingir) deficitrio?

Em xodo 18:12-26, Moiss recebe conselhos de seu sogro Jetro acerca da administrao de questes a serem julgadas. Foi um exemplo de planejamento, que facilitou a comunicao e assim os, lderes do povo, organizados em grupos de mil, cem e dez, resolviam problemas menores e traziam questes maiores aos nveis acima, chegando a Moiss o que era mais relevante.

Em tempos de Internet se fala muito em "redes sociais" e "grupos de e-mail". Diria que a primeira rede social (ou a primeira rede de notcias eclesistica) era formada pelos primeiros cristos, que se comunicavam atravs de cartas (como as de Paulo e Joo, destinadas s congregaes da Igreja).

Tudo na Igreja comunicao: o templo (incluindo a fachada, o altar, as setas indicando sadas e banheiros, as placas indicando as salas, a disposio dos bancos e plpito, os murais, o teto), as roupas, os instrumentos de louvor, a prpria msica, o comportamento (at sem pronunciar palavras) do cristo, at o adesivo colado no carro (mesmo que um pequeno peixe) etc.

 

E ainda existe gente que pensa que o plpito o nico lugar em que a Palavra de Deus comunicada. Deixam tudo a cargo daqueles minutos que, com ateno duvidosa, o pblico ouve o que diz o sacerdote (seja ele padre, pastor, bispo, missionrio, apstolo etc.). Como se a Igreja, obrigatoriamente cristocntrica, fosse paxtocntrica (tudo depende do "paxt") ou bispocntrica, padrecntrica, papacntica ou missionriocntrica.

Comunicao s ocorre quando o pblico compreende a mensagem. Por isto no adianta pregar em latim, nem em "evangeliqus" (usando termos bblicos do portugus arcaico e grias da Igreja sem explicao do contexto). Jesus discursava atravs de parbolas justamente para Sua mensagem estar alinhada realidade dos ouvintes e ser facilmente assimilada.

E claro, de nada adianta que o Evangelho chegue s pessoas se no ocorrer a prtica, a transformao contnua de vida e claro, a comunho entre os irmos.

Vejamos o que diz a Bblia: "Para que todos sejam um, como tu, Pai, o s em mim, e eu em ti; que tambm eles sejam um em ns, para que o mundo creia que tu me enviaste (Joo 17:21).

E no vos esqueais da beneficncia e da comunicao, porque com tais sacrifcios Deus se agrada (Hebreus 13:16)".

Interessante que "comunho" e "comunicao" tm a mesma origem: comum = como um. Comunicao agir como um (especificamente na troca de informaes). Comunho ser como um (no sentido de trabalho e empatia).

Deus permitiu ao homem desenvolver suas cincias, inclusive da administrao (que inclui o marketing) e da comunicao, logo, com as devidas especificidades, o ministrio da Igreja (que ddiva de Deus e, ao mesmo tempo, obra de responsabilidade dos humanos) pode utilizar este conhecimento.

Propaganda

O termo "propaganda" foi usado pela primeira vez [segundo a Wikipdia] em 1622, em Roma, dentro da Igreja, pela Sacra Congregatio Propaganda Fide (Sagrada Congregao da F que deve ser Propagada).  Era um esforo, j naquela poca, em levar a F aos povos e no caso desta congregao, pela palavra.

O publicitrio Alex Periscinoto, durante uma palestra, agradeceu aos clrigos pela contribuio da Igreja para a propaganda. Citou como exemplo o sino, "o primeiro veculo de comunicao de massa, que tinha mensagem em suas batidas e atingia entre 80 e 90% da populao das aldeias".

No sei se Alex sabia, mas bem antes disto, o primeiro "outdoor" foi criado por Deus e montado por um profeta hebreu.

Ento o Senhor me respondeu, e disse: escreve a viso e torna bem legvel sobre tbuas, para que a possa ler quem passa correndo (Habacuque 2:2).

 

 

Propaganda uma palavra em latim que deriva do verbo propagare, que significa tornar pblico. Com o passar do tempo, principalmente em meados Sculo XX, a propaganda foi se aperfeioando e sua aplicao alm da original (a f) passou atender s ideologias, governos e empresas. Que tal se as boas prticas de propaganda moderna atendessem tambm sua destinao original, ajudando as organizaes crists na sua nobre misso?

Ressaltamos que propaganda no a nica forma de se comunicar (citamos acima o exemplo do ensino) e que comunicao no a nica varivel do marketing.

O composto de Marketing para a Igreja

No caso da Igreja o produto (ou melhor, o conjunto de servios) um conjunto de orientaes de vida para o Cristo. Justamente nessas orientaes esto inclusos os rituais, a convivncia entre os participantes, o exerccio da f, o ensino, a evangelizao, a conduta e todos os valores do cristianismo. A f em si no um produto, ela no prestada (como um servio), nem fabricada, ela vivida.  A Igreja no d a f. Ela apenas orienta o exerccio da f.

O preo (ou melhor, o valor) tudo que a Igreja precisa para existir e cumprir sua misso de orientar. Por isto a Igreja recebe dzimos e ofertas (Malaquias 3:10 e Atos 4:34-35), sabendo-se que isto deve ser feito como parte da obedincia (Mateus 5:24). E at pode a Igreja promover produtos ou servios secundrios, para arrecadar recursos, sempre tendo em mente que arrecadao financeira um mero meio de manuteno e no uma finalidade (Mateus 23:13-22). E claro, jamais, h preo para repassar a mensagem do Evangelho (recebida de graa) e muito menos pela salvao (paga por Cristo) ou as pelas bnos, como lemos em 1 Corntios 6:20, 1 Timteo 2:5-6, Mateus 10:8b e Atos 20:33-35.

Da comunicao j falamos acima. Resta a distribuio (ou praa, ou ponto). Assim como o plpito de um templo no o nico meio de comunicao, o local fsico (o templo) no a nica praa (ou ponto) em que a Igreja pode atuar. Podemos somar as congregaes, os pequenos grupos nas casas e lugares diversos, a palavra dita na rua, o bom testemunho silencioso de um cristo autntico e tambm o uso da mdia para alcanar distncias (de um folheto entregue aos vizinhos do templo at programas de TV, rdio e sites na Internet com abrangncia continental).

Limites ticos

Se no marketing empresarial j so necessrios limites ticos (embora nem sempre praticados), no marketing eclesistico a tica princpio vital.

Nas empresas, o marketing costuma detectar e estudar as necessidades das pessoas e com base nisso, explorar e enfatizar essas necessidades, vendendo produtos e servios como promessa de satisfao das mesmas. Uma Igreja pode estudar as necessidades humanas e usar este conhecimento para melhor compreenso dos problemas das pessoas (Romanos 12:15 e 15:7) mas, no poder criar uma mensagem do tipo "seus problemas acabaram" e prometer satisfao das necessidades (que alis, uma busca carnal e no espiritual), sob risco de no cumprir as promessas ou criar uma igreja clientelista que s sabe buscar bnos sem buscar o Cristo, abenoador.

Tambm no marketing empresarial, um produto preparado para atender ao gosto do consumidor. E se no atender, modificado ou trocado. Por isto que as empresas fazem pesquisas de opinio e consumo. E por isto que alteram sabores, embalagens, tamanhos, anncios, cores, preos e outras caractersticas, justamente para agradar ao pblico.

J o produto da Igreja (lembrando, conjunto de orientaes para a vida crist) no pode ser moldado pelo pblico (e sim o contrrio). A mensagem crist autntica pode at fugir ao nosso gosto, quando fala em entrega, mudana de comportamento, sacrifcio, privaes, espera, perdoar e amar os inimigos e outras instrues "difceis e duras".

Se no for assim a Igreja passar a "permitir pecadinhos" para no afugentar os membros, at ignorando ou fazendo "convenientes e pequenas alteraes" na Bblia (Apocalipse 22:18-19). Ou fazer qualquer coisa para atrair pblico, como shows de strip tease no grupo de homens (que no se inspirem, s um exemplo absurdo, por favor), shows de luta livre no grupo de jovens (ops, algum j andou fazendo isso, tipo "quebra a cara dele em nome de J."), concurso de piadas gospel, criar uma congregao adepta da poligamia (com justificativa no Velho Testamento) ou ainda, vender pedaos da cruz e terrenos no Cu (ops, j fizeram isso tambm).

O Bom Marketing

Uma Igreja que bem se comunica e se relaciona, inclusive utilizando-se eticamente do marketing, sempre balizada pela Palavra de Deus, consegue crescer de forma sadia, no s alcanando mais pessoas, mas ajudando-as a permanecer.

Por fim, vemos o bom marketing numa comunidade crist, quando vemos a comunicao do Evangelho de Cristo fluindo, uma membresia participante e bem informada (no s da agenda fixa dos cultos), uma atmosfera de unio e comunho entre o povo e uma ao eficaz e respeitosa para com as pessoas que se pretende atingir com a mais importante das mensagens.

Fonte: igrejabatistashekinah.com.br
Autor: Charles A. Mller


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